História de Suzane Von Richthofen

A jovem que surpreendeu o Brasil com a frieza e terror do seu crime, Suzane Louise Von Richthofen, nasceu no dia 3 de novembro de 1983 em São Paulo. A família de Suzane é de classe média alta da capital paulista. Os pais da jovem eram o engenheiro Manfred Albert von Richthofen e da psiquiatra Marísia von Richthofen. O casal teve outro filho Andreas Albert von Richthofen.

O pai de Suzane nasceu em Erbach e se mudou para o Brasil quando recebeu uma boa proposta de trabalho. A família vivia numa grande casa na região do Brooklin Velho, uma das mais nobres de São Paulo. Suzane foi a mentora do crime que culminou na morte dos pais e atualmente cumpre pena.

Caso Richthofen

Conhecido como Caso Richthofen trata-se do homicídio dos pais de Suzena, Manfred e Marísia. Foram os irmãos Cravinhos, Daniel e Christian, que levaram a cabo o assassinato a mando de Suzane que era namorada do primeiro. O caso mexeu tanto com o país que foi cogitada a possibilidade de que o julgamento fosse transmitido ao vivo pela TV Justiça.

Foi permitido apenas que fossem captados sons e imagens dos momentos iniciais e finais do julgamento. Mais de cinco mil pessoas se inscreveram no site do Tribunal de Justiça para compor a platéia do julgamento, isso causou congestionamento na página. Através dessas pessoas foi possível saber um pouco do que aconteceu no julgamento.

O Crime

O crime aconteceu na noite do dia 31 de outubro de 2002 na casa da família Richthofen. O casal, Suzane e Daniel, convenceu o irmão dele Christian a ajudar na realização do crime. Para quer tudo desse certo Suzane inventou um pretexto para tirar o irmão Andreas de casa. Andreas tinha apenas 15 anos e foi levado a crer que estava ajudando a irmã a ter um álibi para sair com o namorado comemorar o aniversário de namoro.

A jovem criminosa havia desligado o alarme e as câmeras de vigilância da mansão alguns dias antes. Perto da meia noite os três chegaram à mansão Richthofen no carro de Suzane, estacionaram o veículo na garagem. Os dois irmãos vestiram meia-calça na cabeça para evitar deixar evidências na cena do crime.

Daniel e Christian entraram no carro e acertaram o casal que dormia armados com barras de ferro. O pai de Suzane, Manfred, faleceu na hora, já sua mãe ainda teve tempo de implorar que os assassinos não fizessem mal para os seus filhos que ela acreditava que estavam dormindo. Como Marísia demorou a morrer com as batidas Christian a estrangulou. O trio criminoso ainda tentou forjar uma cena de roubo na casa.

O Papel de Suzane

Apesar de não ter golpeado os pais Suzane foi quem orquestrou todo o plano, foi quem levou os irmãos Cravinhos para dentro da casa, acendeu a luz e mostrou o caminho para o quarto dos seus pais que dormiam e não tinham como se defender. A jovem declarou que durante o assassinato permaneceu na sala com os ouvidos tampados para não escutar os pais gritarem. 

A Simulação

Depois de praticarem o crime o trio passou para a segunda etapa do crime. Christian foi deixado em casa com as joias e o dinheiro roubado como pagamento. Suzane e Daniel foram para um motel forjar o seu álibi, os funcionários acharam estranho que o casal pediu nota fiscal, a primeira que o motel expediu em anos.

Por fim eles buscaram Andreas, irmão de Suzane, no CyberCafé onde haviam deixado o jovem. Andreas foi com a irmã para casa por volta das 4h da madrugada e quando chegaram perceberam que as portas da mansão estavam escancaradas. O adolescente percebeu que haviam roubado dinheiro do escritório do pai.

Suzane fingiu orar e estar preocupada com os pais e mandou o irmão para o lado de fora armado com uma faca caso encontrasse o suposto ladrão. A estudante então ligou para Daniel fingindo para seu irmão que pedia ajuda ao namorado. As 4h09 Daniel ligou para a polícia para avisar que a casa dos pais da namorada havia sido assaltada.

A Polícia

O policial Alexandre Paulino Boto foi o primeiro a chegar ao local, vendo a cena de joias e uma arma no chão ele acreditou que se tratava de um crime cometido por ladrões amadores. Porém, mesmo assim desconfiou da atitude de Suzane que perguntou de imediato quais seriam os procedimentos da polícia. O policial ainda disse para a estudante que os pais estavam bem pensando que estava lhe poupando do horror da morte do casal e tudo que ela conseguiu dizer foi: “Como?”.

O Comportamento

O que fez a polícia desconfiar de Suzane e Daniel foi o comportamento do casal que mesmo depois da notícia da morte do casal se manteve fazendo carícias e trocando frases de amor. Andreas parecia em estado de choque enquanto a irmã até mesmo cochilar no ombro do namorado cochilou.

A Relação com Daniel

Daniel Cravinhos entrou na vida da família Richthofen através de Andreas, o irmão de Suzane que gostava de aeromodelismo. Um dia a família foi dar um passeio no Parque Ibirapuera e conheceram o instrutor de aeromodelismo Daniel que passou a dar aulas para o irmão de Suzane.

Foi Andreas que ajudou a irmã a se aproximar de Daniel levando bilhetes dela para ele. Quando os dois começaram a namorar a família não viu nenhum problema, pois ele era um amigo dos Richthofen e eles acharam que seria passageiro. Depois de algum tempo o casal começou a achar ruim a relação dos namorados pelo fato de que Suzane pedia dinheiro ao pai para dar a Daniel para lhe ajudar.

Logo o namoro passou a ser um problema, o pai de Suzane chegou a lhe dar um tapa pela primeira vez quando ela se revoltou pela insistência da família para que o romance acabasse. Aos poucos a estudante foi se afastando dos pais e quando Manfred recusou lhe dar um apartamento para que ela pudesse morar com o namorado ela decidiu planejar o assassinato dos próprios pais.

O Fim do Romance Com Daniel

Depois de alguns meses de prisão em 2004 o amor que parecia tão forte entre Suzane e Daniel esfriou e os dois terminaram a relação que se mantinha por cartas. Em 2014 Suzane anunciou o seu casamento com outra detenta, Sandra Regina Ruiz Gomes na prisão.

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