Geraldo Alckmin

Nascido no dia 07 de novembro de 1952 em Pindamonhangaba, Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho é médico e também um político de destaque no cenário brasileiro já tendo sido governador por duas vezes do estado de São Paulo (entre 2001 e 2006 e entre 2011 e 2018). No ano de 2006 renunciou ao governo para concorrer à presidência do país (sendo derrotado no segundo turno por Luís Inácio Lula da Silva), o mesmo que fez em 2018 quando se tornou novamente candidato ao cargo político de maior relevância do Brasil.

Em sua carreira política que se iniciou quando ele tinha apenas 19 anos de idade, Geraldo, já ocupou cargos importantes incluindo nomeações como secretário. Geraldo Alckmin é casado com Maria Lúcia Guimarães Ribeiro Alckmin – conhecida popularmente como Lu Alckmin desde 1979. O casal teve três filhos: Sophia, Gerando e Thomaz sendo que o último faleceu num trágico acidente de helicóptero ocorrido na cidade de Carapicuíba, Região Metropolitana de São Paulo em 2015.

Trajetória de Geraldo Alckmin

A influência para seguir a carreira política veio da família, seu tio José Geraldo Rodrigues de Alckmin foi ministro do Supremo Tribunal Federal e seu tio-avô, José Maria Alckmin foi vice-presidente da república. Em algumas declarações Geraldo, filho de Geraldo José Rodrigues Alckmin (franciscano) e Míriam Penteado, já mencionou ter tido formação cristã pela primazia católica Opus Dei.

A formação de Geraldo Alckmin é em medicina pela Faculdade de Medicina de Taubaté, que tem ligação com a Universidade de Taubaté. Sua especialização é em especialização em anestesiologia pelo IAMSPE. A carreira política iniciou quando Alckmin ainda estava no primeiro ano de faculdade, ele filiou-se ao MDB (Movimento Democrático Brasileiro) tendo sido eleito vereador de Pindamonhangaba em 1972 com a votação mais expressiva da história.

Em seguida, em 1976, foi eleito prefeito da cidade de Pindamonhangaba obtendo 67 votos a mais que o segundo colocado. Nessa primeira gestão de prefeitura já passou pela primeira polêmica de sua carreira, pois nomeou como chefe de gabinete seu pai, algo que gerou a acusação de nepotismo. Nas eleições de 1982 foi eleito deputado estadual de São Paulo tendo recebido 96.232 votos.

Fundação do PSDB

No ano de 1986, Alckmin, foi eleito deputado federal tendo recebido 125.127 votos. Dois anos depois, em 1988, juntamente com outros nomes relevantes do PMDB dissidentes como José Serra, Fernando Henrique Cardoso e Mário Covas fundou o PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira). Eles alegaram que se sentiam descontentes com os rumos que o PMDB estava tomando.

Em 1990, Geraldo Alckmin, foi eleito novamente como deputado federal, mas dessa vez pelo PSDB tendo recebido 55.639 votos, o quarto candidato mais votado do partido. É de sua autoria o projeto que deu origem a Lei 8078/90, o Código de Defesa do Consumidor. Atuou como relator da lei de benefícios da Previdência Social na Câmara dos Deputados. Foi ainda autor de um projeto que se converteram na Lei Orgânica da Assistência Social (LOAS). Também foi relator do projeto de lei que torna mais simples a doação de órgãos.

Atuação Como Vice-Governador

No período entre 1991 e 1994, Alckmin, foi presidente estadual do PSDB e seu trabalho chamou a atenção de Mario Covas que o convidou para ser vice em sua chapa para o governo do estado de São Paulo. Em 1994 a chapa Covas-Alckmin saiu vencedora em segundo turno e Covas nomeou seu vice como presidente da Programa Estadual de Desestatização (PED).

Esse era um programa complexo que tinha como foco a privatização de empresas estatais relevantes além da concessão de trechos de ferrovias e rodovias a iniciativa privada. Essas medidas foram tomadas pelo fato de que o estado de São Paulo passava por intensa crise financeira. O PED foi o único programa estadual que atingiu todas as suas metas. Por sua articulação política com o interior do estado, Alckmin, continuou como candidato a vice na chapa de Covas em 1998 quando foram reeleitos.

Primeira Derrota

No ano de 2000, Mario Covas que era então governador do estado, indicou Alckmin para ser o candidato do PSDB a prefeitura da capital. Como ele ainda era desconhecido para os paulistanos iniciou a campanha com índices minúsculos de intenções de voto alcançando ao final 17,21%, o que deixou apenas 7.691 votos atrás do segundo colocado, Paulo Maluf do PPB que foi derrotado por Marta Suplicy do PT. A primeira vez em que Alckmin conheceu uma derrota numa eleição.

O Mandato de Governador

Para concorrer a prefeitura de São Paulo, Geraldo Alckmin, pediu licença do seu cargo de vice-governador, contudo, retomou seu lugar tendo vindo a substituir Mario Covas que apesentou um severo câncer de bexiga falecendo no dia 6 de março de 2001 devido a falência múltipla de órgãos. A posse de Alckmin como governador se deu no mesmo dia permanecendo no cargo até 1° de janeiro de 2003.

A Polêmica das Eleições de 2002

Quando, em 2002, foi anunciado que Geraldo Alckmin seria o candidato ao governo do estado de São Paulo outros partidos como PPB e PT argumentaram que não era possível devido ao fato de que ele já havia sido vice-governador em dois mandatos além de ter ficado no lugar de Mario Covas quando este faleceu, o que se configuraria como um terceiro mandato. Alckmin e sua coligação “São Paulo em Boas Mãos” constituída por PSDB, PSD e PFL.

Mesmo com as contestações ele foi candidato e venceu as eleições tendo como vice Claudio Lembo. As pesquisas iniciais apontavam Alckmin atrás nas intenções de votos de Paulo Maluf. No segundo turno seguiram Alckmin e Jose Genuíno, as pesquisas desse período já demonstravam que o substituto de Covas seria o vencedor, o que se confirmou. No segundo mandato, agora efetivamente eleito como candidato oficial ao governo, Alckmin recebeu nota de 7,1 (numa escala de 0 a 10) de aprovação popular numa pesquisa realizada pelo Datafolha. Foi o segundo governador mais bem avaliado, ficando atrás somente de Jarbas Vasconcelos do PMDB.

Candidato a Presidência

Alckmin foi escolhido no dia 14 de março de 2006 como o candidato do PSDB a presidência do país tendo como candidato a vice José Jorge indicado pelo PFL. Durante a campanha do programa intitulado “Caminhos para o Desenvolvimento”, Alckmin, criticou enfaticamente os parlamentares do PT acusados no escândalo do Mensalão. A reeleição de Lula estava praticamente certa já no primeiro turno quando estourou o Escândalo do Dossiê em que aliados próximos do então presidente estariam realizando a compra de um dossiê contra Alckmin e José Serra junto a Máfia das Ambulâncias.

Lula não compareceu aos debates seguintes caindo nas pesquisas de intenções de votos. Os votos em Alckmin aumentaram levando-o para o segundo turno com uma postura mais agressiva tendo sido considerado o vencedor dos debates desse período do pleito contra Lula que compareceu a todos. Contudo, mesmo vencendo nas palavras nos debates ainda assim não conseguiu combater o fenômeno de votos que Lula se tornou. Em parte credita-se a derrota de Alckmin aos rumores de que ele como presidente privatizaria empresas estatais e acabaria com o programa social Bolsa Família.

Disputa a Eleição Municipal de 2008 e Novo Mandato de Governador

No ano de 2007, Alckmin foi com a esposa e a filha para Cambridge, em Massachusetts, nos Estados Unidos tornando-se visitante do Centro de Relações Internacionais de Weatherhead cursando diversas disciplinas na John F. Kennedy School of Government, na Universidade Harvard. Em 2008 retornou a São Paulo sendo o candidato tucano a prefeitura da capital, porém, não conseguiu chegar ao seu segundo turno concorrendo com Gilberto Kassab (que se reelegeu) e Marta Suplicy.

Alckmin tornou-se secretário estadual de Desenvolvimento do Governo de São Paulo na administração de José Serra tendo deixado o cargo em 1° de abril de 2010 para ser candidato ao governo. Tendo como candidato a vice, Guilherme Aff Domingos do DEM, venceu o pleito em primeiro turno com mais de 11 milhões de votos. Em 2010 e 2011 apareceu na lista dos 100 Brasileiros Mais Influentes do Ano da Revista Época.

Crise

Em 2013 a administração de Geraldo Alckmin passou por uma crise devido a um reajuste de preços das passagens de trens metropolitanos e metrô. Foram realizadas grandes manifestações que fizeram com que o governador e o então prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, suspendessem o reajuste. Nesse período chegou a quase metade da população do estado de São Paulo o número de pessoas que desaprovavam o governo do tucano. No entanto, em 2014, ele foi reeleito com mais de 12 milhões de votos.

No dia 6 de abril de 2018 declarou que estava se afastando do governo para se dedicar a campanha para a presidência deixando em seu lugar o vice, Márcio França. Em setembro de 2018 o candidato à presidência foi acusado de improbidade administrativa durante seu governo do estado de São Paulo em 2014 tendo, segundo o Ministério Público de São Paulo, recebido R$ 9,9 milhões de reais na forma de caixa 2 da Odebrecht.

Essa ação solicitou que os bens de Alckmin fossem bloqueados assim como seus direitos políticos cassados. A acusação, contudo, não impede a candidatura de Alckmin, pois a Justiça ainda precisa decidir se aceita ou não a acusação. No caso da acusação ser aceita o tucano se tornará réu e então irá a julgamento.

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Categoria(s) do artigo:
Políticos

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